22/04/2026
As “famosas” Glifozinas
Este estudo reforça o uso das gliflozinas (inibidores de SGLT2), elas passam a ocupar papel central como fármacos de proteção renal e cardiovascular. A meta-análise, que reuniu mais de 70 mil pacientes humanos, demonstrou de forma consistente que esses fármacos reduzem significativamente o risco de progressão da doença renal crônica.
Os benefícios foram observados de maneira robusta ao longo de todo o espectro da função renal, desde estágios iniciais até doença renal avançada, incluindo pacientes com TFG inferior a 30 mL/min/1,73 m²., Vou falar dessa medida abaixo.
Outro achado relevante foi a redução consistente da taxa anual de declínio da função renal, indicando efeito nefroprotetor, apesar de ter uma queda inicial discreta da TFG após o início da medicação, é transitório e não se associa a piora estrutural renal. É similar ao que acontece quando usamos IECA.
No medicina veterinária, ainda não existem estudos de grande escala como esse que envolveu 70 mil pacientes. Nem haverá.
A dose é empírica, deve ser avaliado com cautela, pois não há uma dose validada, não deve demorar para ser publicada, pois os estudos publicados até hoje demonstram que os ISGLT2 são relevantes em cães e gatos. Estudos preliminares indicam potencial benefício na redução da proteinúria e na estabilização da função renal, além de possível impacto positivo em pacientes com diabetes mellitus.
A utilização da superfície corporal (m²) para determinar a taxa de filtração glomerular (TFG) e para dosar alguns medicamentos é mais comum em humanos. Caso você precise fazer a conversão pra peso, medida utilizada com frequência na veterinária, você pode utilizar a tabela do Manual Merck (fotos seguintes do carrossel).
Texto:
Tabela: Manual Merk
Artigo: JAMA
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